sexta-feira, 3 de maio de 2013

Estilos!


Estilos
Falar sobre estilos na capoeira é um argumento difícil, visto que nunca existiu uma unidade na capoeira original. De qualquer forma a divisão entre dois estilos e um sub-estilo é amplamente aceita.

Angola

O nome "Angola" já começa a aparecer com os negros que vinham para o Brasil oriundos da África, embarcados no Porto de Luanda que, independente de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de negros de Angola. A Angola é o estilo mais próximo de como os escravos lutavam ou jogavam a capoeira. Caracterizada por ser estratégica, com movimentos furtivos executados perto do solo ou em pé dependendo da situação a enfrentar, ela enfatiza as tradições da malícia, da malandragem e da imprevisibilidade da capoeira original.

Regional

A base da capoeira Regional é a capoeira tradicional mais enxuta, com menos subterfúgios e maior objetividade. O treinamento era mais focado no ataque e no contra-ataque, com muita importância para a precisão e a disciplina. Bimba também incorporou alguns golpes de outras artes marciais, notadamente o batuque, antiga luta de rua praticada por seu pai. O uso de acrobacias e saltos era mínimo: um dos fundamentos era sempre manter ao menos uma base de apoio. Como dizia Mestre Bimba, o chão é amigo do capoeirista.

Contemporânea


Um estilo misto começou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores que consideravam mais importantes da Regional e da Angola. Notadamente mais acrobático, este estilo misto é visto por alguns como a evolução natural da capoeira, por outros como descaracterização ou até mesmo mal-interpretação das tradições capoeirísticas.


Canções


CANÇÕES
As canções de capoeira são divididas em partes solistas e respostas do coro, formado por todos os demais capoeiristas presentes na roda. Dependendo do seu conteúdo podem ser classificadas como ladainhas, chulas, corridos ou quadras.
A ladainha é utilizada unicamente no início da roda de capoeira. Geralmente é cantada pelo capoeirista mais respeitado ou graduado da roda. 

LADAINHA

Menino quem foi seu mestre – Mestre João Pequeno
 
Menino, quem foi seu mestre ?
quem te ensinou a brincar
o teu mestre foi Besouro
aprendeu com Manganga

eu aprendi com Pastinha
quero contigo Brincar
a capoeira de angola
a africano quem mandou
 
Na capital de Salvador
foi pastinha que me ensinou
na roda de capoeira
reconheço esse valor
 
Fonte:Ladainha

Música

Músicas

A música é um componente fundamental da capoeira. Foi introduzida como forma de ludibriar os escravizadores, fazendo-os acreditar que os escravos estavam dançando e cantando, quando na verdade estavam desenvolvendo e treinando uma arte-marcial para se defenderem. Componente fundamental de uma roda de capoeira, ela determina o ritmo e o estilo do jogo que é jogado. A música é criada pela bateria e pelo canto (solista ou em coro), geralmente acompanhados de um bater de palmas.
A bateria é tradicionalmente composta por três berimbaus, dois pandeiros e um atabaque, mas o formato pode variar excluindo-se ou incluindo-se algum instrumento, como o agogô. Um dos berimbaus define o ritmo e o jogo de capoeira a ser desenvolvido na roda. Desta maneira, é a música que comanda a roda de capoeira, não só no ritmo mas também no conteúdo.


Paraná Ê, Paraná Ê, Paraná


Vou dizer minha mulher, Paraná
Capoeira me venceu, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Ela quis bater pé firme, Paraná
Isso não aconteceu, Paraná
Paraná ê ...Oh Paranauê, Paraná
Paranauê, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Assim dera que o morro, Paraná
Se mudou para a cidade, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
E' batuque todo dia, Paraná
Mulata de qualidade, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Vou mimbora pra Bahia, Paraná
Eu aqui não fico não, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Se não for essa semana, Paraná
E' a semana que vem, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Dou no escondo a ponta, Paraná
Ninguém sabe desatar, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná
Eu sou braço de maré, Paraná
Mas eu sou maré sem fim, Paraná
Paraná ê, Paraná ê, Paraná

Fonte: Música

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Lutas Regional e atualidades!

 A Luta Regional Baiana

Em 1932, um período em que a perseguição à capoeira já não era tão acentuada, mestre Bimba, exímio lutador no ringue e em lutas de rua ilegais, fundou em Salvador a primeira academia de capoeira da história. Bimba, ao analisar o modo como diversos capoeiristas utilizavam suas habilidades para impressionar turistas, acreditava que a capoeira estaria perdendo sua eficiência como arte marcial. Dessa forma, Bimba, com auxílio de seu aluno José Cisnando Lima, enxugou a capoeira, tornando-a mais eficiente para o combate e inseriu alguns movimentos de outras artes marciais, como o batuque. Mestre Bimba também desenvolveu um dos primeiros métodos de treinamento sistemático para a capoeira. Como a palavra capoeira ainda era proibida pelo código Penal, Bimba chamou seu novo estilo de Luta Regional Baiana.13
Em 1937, Bimba fundou o centro de Cultura Física e Luta Regional, com alvará da secretaria da Educação, Saúde e Assistência de Salvador. Seu trabalho obteve aceitação social, passando a ensinar para as elites econômicas, políticas, militares e universitárias.13 Finalmente, em 1940, a capoeira saiu do código Penal brasileiro e deixou definitivamente a ilegalidade. Começou, então, um longo processo de desmarginalização da capoeira.
Em pouco tempo a notoriedade da capoeira de Bimba demonstrou ser um incômodo aos capoeiristas tradicionais, que perdiam espaço e continuavam a ser malvistos. Esta situação desigual começou a mudar com a inauguração do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em 1941, por mestre Pastinha. Localizado no Pelourinho, em Salvador, o centro atraía diversos capoeiristas que preferiam manter a capoeira em sua forma mais original possível. Em breve, a notoriedade do centro cunhou em definitivo o termo "capoeira angola" como nome do estilo tradicional de capoeira. O termo não era novo, sendo, já na época do império, a prática da capoeira apelidada, em alguns locais, de "brincar de angola" e diversos outros mestres que não seguiam a linha de Pastinha acabaram adotando-o.

Atualmente

Hoje em dia, a capoeira se tornou não apenas uma arte ou um aspecto cultural, mas uma verdadeira exportadora da cultura brasileira para o exterior. Presente em dezenas de países em todos os continentes, todo ano a capoeira atrai ao Brasil milhares de alunos estrangeiros e, frequentemente, capoeiristas estrangeiros se esforçam em aprender a língua portuguesa em um esforço para melhor se envolver com a arte. Mestres e contra-mestres respeitados são constantemente convidados a dar aulas especiais no exterior ou até mesmo a estabelecer seu próprio grupo. Apresentações de capoeira, geralmente administradas em forma de espetáculo, acrobáticas e com pouca marcialidade, são realizadas no mundo inteiro.
O aspecto marcial ainda se faz muito presente e, como nos tempos antigos, ainda é sutil e disfarçado. A malandragem é sempre presente, capoeiristas experientes raramente tiram os olhos de seus oponentes em um jogo de capoeira, já que uma queda pode chegar disfarçada até mesmo em um gesto amigável.
Símbolo da cultura afro-brasileira, símbolo da miscigenação de etnias, símbolo de resistência à opressão, a capoeira mudou definitivamente sua imagem e se tornou fonte de orgulho para o povo brasileiro. Atualmente, é considerada patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Livro Mestre Bimba!






O livro Capoeira Regional: a escola de Mestre Bimba é o mais novo livro, e possivelmente o mais completo que retrata o Centro de Cultura Física Regional (CCFR), a Academia de Mestre Bimba como uma verdadeira escola que formou grande capoeiristas e cidadãos brasileiros.
A obra é fruto da tese de doutorado em educação na UFBA, tem o prefácio do Prof. Edivaldo Boaventura e a apresentação do Prof. Eusébio Lobo (Mestre Pavão). Tem como conteúdo a biografia de Mestre Bimba, as histórias do cotidiano vivenciadas pelos seus alunos no aprendizado da Capoeira Regional, Mestre Bimba: o mito sagrado da Capoeira, aspectos pedagógicos da Capoeira Regional, a sequência de ensino, como instrumento lúdico de ensino-aprendizado da Capoeira, a metodologia de ensino, nas entrevistas destacamos os depoimentos dos alunos de Mestre Bimba, depoimentos dos mestres de capoeira da atualidade, a política de expansão da Capoeira Regional e o perfil dos mestres seguidores: Eziquiel, Itapoan, Pavão, Decanio, Arcordeon e Senna.
O livro é bem ilustrados com fotos e figuras que ensinam passo a passo a sequência de ensino e a sequência cintura despresada.
Autor: Hellio Campos (Mestre Xaréu)

O que é a Capoeira!


A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música.
Desenvolvida no Brasil principalmente por descendentes de escravos africanos , é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas.
Uma característica que distingue a capoeira da maioria das outras artes marciais é a sua musicalidade. Praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar. Um capoeirista experiente que ignora a musicalidade é considerado incompleto.
A palavra capoeira significa "o que foi mata", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pûer ("que foi")1 . Refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil onde era praticada agricultura indígena. Acredita-se que a capoeira tenha obtido o nome a partir destas áreas que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata. Capoeiristas fugitivos da escravidão e desconhecedores do ambiente ao seu redor, frequentemente usavam a vegetação rasteira para se esconderem da perseguição dos capitães-do-mato.
Outras expressões culturais, como o maculelê e o samba de roda, são muito associadas à capoeira, embora tenham origem e significados diferentes.




segunda-feira, 29 de abril de 2013