Estilos
Falar sobre estilos na
capoeira é um argumento difícil, visto que nunca existiu uma
unidade na capoeira original. De qualquer forma a divisão entre dois
estilos e um sub-estilo é amplamente aceita.
Angola
O nome "Angola"
já começa a aparecer com os negros que vinham para o Brasil
oriundos da África, embarcados no Porto de Luanda que, independente
de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de negros de
Angola. A Angola é o estilo mais próximo de como os escravos
lutavam ou jogavam a capoeira. Caracterizada por ser
estratégica, com movimentos furtivos executados perto do solo ou em
pé dependendo da situação a enfrentar, ela enfatiza as tradições
da malícia, da malandragem e da imprevisibilidade da capoeira
original.
A base da
capoeira Regional é a capoeira tradicional mais enxuta, com
menos subterfúgios e maior objetividade. O treinamento era mais
focado no ataque e no contra-ataque, com muita importância para a
precisão e a disciplina. Bimba também incorporou alguns golpes de
outras artes marciais, notadamente o batuque, antiga luta de rua
praticada por seu pai. O uso de acrobacias e saltos era mínimo: um
dos fundamentos era sempre manter ao menos uma base de apoio. Como
dizia Mestre Bimba, o chão é amigo do capoeirista.
Contemporânea
Um estilo misto
começou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores
que consideravam mais importantes da Regional e da Angola.
Notadamente mais acrobático, este estilo misto é visto por alguns
como a evolução natural da capoeira, por outros como
descaracterização ou até mesmo mal-interpretação das tradições
capoeirísticas.
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